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A Fórmula 1 vem aí. Prepare-se.

O Mundial de Fórmula 1 - 2017 começa neste final de semana. O GP da Austrália, em Melbourne, abre a temporada com novidades que prometem torná-la a mais disputada dos últimos anos. Carros mais rápidos com visual agressivo chamarão a atenção do público desde o início.

A Rede Globo de Televisão mostra o GP ao vivo na madrugada de sábado para domingo, às 2h. Na véspera, na madrugada de sexta para sábado, às 3h, será a vez da primeira tomada oficial de tempos do ano, definindo o grid de largada. O Esporte Espetacular, no domingo, apresentará um resumo do que foi a primeira corrida do ano.

Os principais canais de TV do mundo que detêm contratos de exclusividade para a transmissão da Fórmula 1 – Channel 4 (Inglaterra), Rai 1 (Itália), RTL (Alemanha), NBC (Estados Unidos), Canal + (França), Moviestar (Espanha), Fuji TV (Japão), RDS/TSN ( Canadá) além da Sky e Fox em diversos países – têm dado grande destaque à abertura do campeonato, indicando que as mudanças vieram para tornar a F1 mais atraente e competitiva, lembrando que este – o GP da Austrália – será apenas a primeira de uma longa disputa entre as melhores equipes.  Por conta desse interesse, o número de jornalistas que está chegando à Melbourne é bem superior ao do ano passado.

 Quais são as atrações?
- Mercedes. A equipe bicampeã de construtores foi a mais eficiente dos testes de inverno e deve sair na frente, embora com menos vantagem que mostrou no ano passado. Fora isso, há um interesse grande pela disputa entre Lewis Hamilton, o primeiro piloto, e Valtteri Bottas que está chegando à escuderia. Bottas já avisou que não foi contratado para ficar em segundo plano.
- Ferrari. Foi quem mais evoluiu em relação ao ano passado. Sebastian Vettel, desde que chegou à equipe, fala pela primeira vez com segurança sobre chances reais de vitória e luta pelo título.
- Williams. Felipe Massa está otimista com os resultados dos testes e com a performance do carro. A Williams melhorou muito depois de dois anos difíceis. O piloto brasileiro despediu-se da Fórmula 1 depois da corrida de Abu Dhabi no ano passado, mas voltou atrás no complicado jogo de xadrez após a aposentadoria de Nico Rosberg. É o primeiro piloto e terá toda a equipe trabalhando por ele.
- Max Verstappen. O Mad Max foi recordista de acessos nas diversas páginas em redes sociais e aplaudido de pé em Interlagos. O mais jovem piloto a vencer uma corrida de F1 tem um público cada vez maior por um simples motivo: vai sempre em busca de um resultado melhor e nunca se acomoda.
- Fernando Alonso. O espanhol que continua em busca de um terceiro título mundial tem deixado clara sua insatisfação com o rendimento da McLaren/Honda. Como ele se comportará já que os problemas técnicos persistem?
- Novas regras. Os carros e os pneus estão mais largos, assegurando mais aderência – e mais velocidade – nas curvas. E não há mais limite para o desenvolvimento dos motores ao longo do ano. Eles vão render cada vez mais. Espera-se uma queda de 4 a 5 segundos por volta.
- Largada. Sem o auxílio da tecnologia, os pilotos terão que se virar na largada. Não terão mais recurso para determinar o chamado ‘bite point’ que indica a melhor situação da embreagem para acelerar. Isso dependerá exclusivamente do piloto. E a largada é sempre um momento crucial da corrida.

Há dois anos, o finlandês Kimi Räikkönen reclamou do excesso de segurança na Fórmula 1 e pediu “corridas mais perigosas e emocionantes”. É o que promete agora o Mundial 2017. As novas regras para os carros vão torná-los mais rápidos e exigir esforço maior dos pilotos.

“A Fórmula 1 voltará a ser uma competição de adultos. As retas serão mais longas”, disse o espanhol Fernando Alonso após os testes de inverno em Barcelona.

Retas mais longas significa que os pilotos poderão fazer muitas curvas pisando fundo, sem tirar o pé do acelerador. Com isso os tempos deverão cair bem. Os carros terão pneus mais largos – 24,5 cm para 30,5 cm na frente e 32,5 cm para 40,5 cm atrás. Com uma asa traseira mais baixa e larga e assoalho também mais largo, a estabilidade dos carros permitirá ao piloto desenvolver velocidades maiores.

E os circuitos, como ficarão diante do desafio? O engenheiro-chefe do Grande Prêmio do Brasil de F1, Luis Ernesto Morales, diz que o GP da Austrália, que abre a temporada no próximo dia 26 de março, será o termômetro para o campeonato. Com base nas informações que a prova revelará, os autódromos terão que se preparar com novas zebras para evitar que os pilotos cortem caminho e contar com uma minuciosa revisão e incremento das proteções com barreiras de pneus, entre outros detalhes.

Os dois períodos de testes de inverno em Barcelona indicaram que as equipes Ferrari e Williams foram as que mais evoluíram em relação ao ano passado. A Mercedes segue forte e a Red Bull tem condições técnicas de tirar mais do carro. Isso significa que quatro equipes poderão assegurar uma boa disputa. Com exceção do estreante canadense Lance Stroll, companheiro de equipe de Massa, os demais sete pilotos são experientes e rápidos, podendo tornar as corridas empolgantes: Lewis Hamilton, Sebastian Vettel, Felipe Massa, Valtteri Bottas, Kimi Räikkönen, Max Verstappen e Daniel Ricciardo. Não haverá limitação para o desenvolvimento das unidades de potência 1.6 turbo. E o rendimento poderá crescer ao longo do campeonato.

O Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 acontece nos dias 10, 11 e 12 de novembro, no autódromo de Interlagos.

Castilho de Andrade  
Diretor de Imprensa do GP Brasil de F1