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Vettel provoca dança de cadeiras na Fórmula 1

Vettel provoca dança de cadeiras na Fórmula 1
©️ Scuderia Ferrari

Por Castilho de Andrade 

Um dia depois de anunciar que deixará a Ferrari no final da temporada, a Fórmula 1 – exatamente 70 anos após a primeira corrida da história (Silverstone, 13 de maio de 1950, vitória de Giuseppe Farina com Alfa Romeo) – especula como será a formação das equipes na temporada de 2021. Por enquanto nenhum anúncio oficial, mas já há algumas (in)certezas.

Em primeiro lugar a discussão sobre quem ficará com o ambicionado posto de Vettel. Os principais órgãos de imprensa apostam no espanhol Carlos Sainz Jr., mas alguns não descartam Daniel Ricciardo. Outra hipótese seria improvável como a do italiano Antonio Giovinazzi.

Digamos que Sainz, no momento, teria chances maiores. Certamente a questão salarial não seria um obstáculo nem a duração do contrato já que o piloto não teria muito argumentos para fazer exigências. Corre contra ele o fato de não ter um grande currículo o que deixaria a Ferrari sem uma grande estrela (por isso o nome de Daniel Ricciardo foi bem ventilado). Isso significaria que a escuderia está segura de que Leclerc, em 2021, já estará entre os melhores do mundo.

Vamos então para a vaga de Sainz. A McLaren, no ano que vem, contará com motores Mercedes e deverá subir de patamar. O nome inicial que aparece é o de Sebastian Vettel, antes mesmo de anunciar sua saída da Ferrari. Mas não é unanimidade. E desponta com força Daniel Ricciardo que não estaria ‘confortável’ na Renault.

E quais seriam as variantes para o tetracampeão Vettel? Se não for a McLaren, o caminho fica algo bloqueado. No ano que vem as regras continuarão as mesmas e a McLaren é a única que poderá dar um salto, graças aos motores. A equipe Mercedes fez um aceno – mais por conta das incertezas sobre o futuro de Lewis Hamilton – e a Red Bull, escondendo o jogo, não ‘cogita’ na contratação do piloto que deu à escuderia quatro títulos consecutivos. Finalmente, a opção mais triste: o fim da carreira. Acredito que ainda passará muita água sob a ponte. 

 

 

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.