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Silverstone: corrida igual à Áustria?

Silverstone: corrida igual à Áustria?
©Red Bull Content Pool

Por Castilho de Andrade

Se depender do circuito – como aconteceu em Spielberg – o GP da Inglaterra no próximo domingo, 14/7, 10h10 – transmissão ao vivo pela TV Globo e BandNews FM com a equipe de Odinei Edson – poderá ser tão emocionante quanto o da Áustria. O traçado inglês oferece condições para uma disputa aberta. E desafiar a liderança da Mercedes é o principal propósito da Red Bull e Ferrari.

O retrospecto das últimas corridas válidas pelo GP da Inglaterra é francamente favorável ao líder do Mundial 2019, Lewis Hamilton. Ele e Alain Prost são os maiores vencedores da corrida em Silverstone, com cinco vitórias. Hamilton venceu quatro provas seguidas entre 2014 e 2017 (já tinha conquistado sua primeira vitória em 2008, ainda pela McLaren) mas foi superado por Sebastian Vettel no ano passado. De qualquer forma, é do inglês o recorde de pole estabelecido no ano passado – 1min25s892 – e também a melhor volta da corrida, cravada em 2017 – com 1min30s621.

A Mercedes tem, portanto, informações suficientes para preparar os carros de Hamilton e Valtteri Bottas rumo à vitória. Mas o histórico de 2019 está começando a oscilar. Primeiro foi a atuação perfeita de Sebastian Vettel em Montreal que só não conquistou a vitória porque os comissários desportivos assim decidiram. Depois, a corrida da Áustria onde Hamilton, pela primeira vez este ano, não subiu ao pódio e a Mercedes ficou apenas com o terceiro lugar no pódio, atrás de um brilhante Max Verstappen e de um não menos brilhante Charles Leclerc. O GP da Inglaterra poderá servir de bússola para indicar se essas duas provas foram acidentais ou se o eixo está mudando.

Para derrotar a Mercedes em Silverstone a Ferrari necessita de uma grande precisão em todos os detalhes – nada como a atabalhoada troca de pneus de Vettel na Áustria – e a Red Bull terá que contar com o máximo de potência possível dos motores Honda. Se conseguir, Verstappen não costuma decepcionar mesmo que largue mal como ocorreu em Spielberg.

Vale a pena ficar de olho ainda na evolução das escuderias McLaren e Alfa Romeo. Elas crescem na temporada.

 

 

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.