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Sebastian Vettel como James Bond

Sebastian Vettel como James Bond
©️ Scuderia Ferrari

Por Castilho de Andrade 

Nem o escritor Ian Fleming, criador de James Bond, imaginaria um enredo melhor. No lugar de Sean Connery ou Daniel Craig, a Fórmula 1 escala Sebastian Vettel para pilotar o Aston Martin em 2021. E enfrentar os ‘inimigos’ que defendem a Mercedes, Red Bull, Ferrari, McLaren. Em vez da clássica ‘Meu nome é Bond. James Bond’, teremos ‘Meu nome é Vettel. Sebastian Vettel’. O aguardado anúncio oficial saiu hoje, quinta-feira, com as equipes já posicionadas no circuito de Mugello onde disputam o GP da Toscana, no domingo.

O esperado acordo entre as partes é excelente de ambos os lados. Para a emergente Racing Point, que passa a se chamar Aston Martin no ano que vem, significa um novo patamar. Sai Sergio Perez e entra um tetracampeão mundial. Para Vettel, depois de ser demitido da Ferrari, poderá significar um novo alento na carreira, com a chance de mostrar que as dificuldades nestes seis anos de Ferrari estavam acima de suas forças. E dar o troco. A Aston Martin seguirá correndo com os motores Mercedes.

A Perez, provavelmente, restará ainda chance de permanecer na categoria. Alfa Romeo, Haas, Alpha Tauri ainda estão com vagas abertas para a temporada de 2021.

Dessa forma, a disputa no ano que vem começa a se desenhar entre Mercedes, Red Bull e Racing Point, em um primeiro plano. A Mercedes com a dupla atual – Lewis Hamilton e Valtteri Bottas – a Red Bull com Max Verstappen e um companheiro que pode vir a ser Pierre Gasly no lugar de Alex Albon e a Racing Point com Sebastian Vettel e Lance Stroll que, diga-se de passagem, vem melhorando a cada prova.

A McLaren, que terá Lando Norris e Daniel Ricciardo, estaria nesse nível não fosse o fato de que substituirá os motores Renault por Mercedes. Fica a dúvida se a troca não afetará o rendimento, no começo do campeonato.

A Ferrari, com Charles Leclerc e Carlos Sainz Jr., contará com um motor algo mais potente. A questão é saber se as correções possíveis no pacote aerodinâmico funcionarão. É uma incógnita, mas é impossível descartar sua invejável estrutura. E Fernando Alonso é o grande trunfo da Renault que passará a se chamar Alpine F1 Team. A técnica e a experiência farão a diferença? Temos que esperar para ver. Seu companheiro será o francês Esteban Ocon.

 

 

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.