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Paul Ricard: pelo fim da chicane na reta Mistral!

Paul Ricard: pelo fim da chicane na reta Mistral!
©️ Red Bull Racing

Por Castilho de Andrade

Depois do GP da França do ano passado, os pilotos – liderados por Lewis Hamilton, então vencedor da prova – se apressaram em solicitar mudanças na pista de Paul Ricard, começando pela retirada na longa curva Mistral. Os dirigentes aceitaram, a princípio, mas voltaram atrás. Os pilotos estavam certos. O traçado não oferece grandes alternativas e a corrida deste domingo foi bastante monótona.

Há traçados e traçados. Interlagos, Spa e Silverstone, por exemplo, oferecem condições ideais para grandes disputadas. Outros como o de Melbourne, Barcelona ou Canadá, são menos empolgantes. Paul Ricard está mais para este segundo caso. Nada que algumas mudanças não resolvam. Mas elas precisam ser feitas. E não adianta culpar os pneus ou o asfalto.

Se por um lado o domínio da Mercedes é algo indiscutível – oito vitórias em oito corridas disputadas – o desenho de uma pista pode ou não oferecer mais alternativas. Pistas como Interlagos, Spa ou Silverstone dão um outro tom para as corridas. Não é o caso de Paul Ricard. E o que se viu foi uma corrida tranquila para a Mercedes onde ninguém ameaçou Lewis Hamilton ou Valtteri Bottas (a não ser uma isolada tentativa de ataque por parte de Charles Leclerc sobre Bottas). Também não houve ameaça à posição de Leclerc ou de Max Verstappen, respectivamente terceiro e quarto colocados da corrida.

Com Sebastian Vettel apático – talvez ainda resultado do impacto que sofreu com a penalização do GP do Canadá (a FIA não aceitou o recurso da Ferrari para rever a punição de cinco segundos) – ninguém demonstrou mais disposição para a disputa. Tanto assim que o piloto do dia acabou sendo o inglês Lando Norris, talvez um incentivo para a recuperação da equipe McLaren.

A volta final da corrida foi interessante com Lewis Hamilton, com pneus gastos e com bolhas, disputando a melhor volta da corrida com Sebastian Vettel, com pneus novos, trocados apenas para cravar o tempo. Vettel venceu mas a diferença foi inexpressiva: 1min32s740 contra 1min32s764. E Vettel levou o ponto extra. A diferença de Hamilton para Bottas, agora, é de 36 pontos e sobre Vettel, 76. O Mundial de F1 2019 continua no próximo domingo, 10h10, com a disputa do GP da Áustria.

A Áustria, em tese, é uma das quatro provas na Europa onde a Ferrari, aproveitando a potência de seu motor, pode ensaiar uma disputa em campo aberto com a Mercedes. As outras seriam Inglaterra, Bélgica e Itália.

 

 

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.