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O novo tom da Ferrari. Para assustar a Mercedes

O novo tom da Ferrari. Para assustar a Mercedes
©️ Scuderia Ferrari

Por Castilho de Andrade

A Ferrari SF90 (homenagem aos 90 anos da marca) assusta. O carro é bonito, ganhou um tom vermelho mais escuro, meio fosco, mais sério. Ganhou também mais detalhes em preto como o logo de seu principal patrocinador, a Mission Winnow, área de tecnologia da Phillip Morris. A Ferrari radicalizou alguns conceitos de aerodinâmica e motor e o plano inicial é enfrentar logo a Mercedes em campo aberto. Para isso contará com um novo chefe de equipe, Mattia Binotto, que substituiu Maurizio Arrivabene. E contará com o arrojo de um piloto jovem e talentoso, o monegasco Charles Leclerc, que terá como missão principal cutucar Sebastian Vettel e tirá-lo da zona de conforto. Nada pode ser mais instigante para um piloto experiente e com muitas vitórias é a companhia incômoda de alguém mais jovem e totalmente disposto a mostrar serviço.

A mudança do tom vermelho é uma metáfora para a nova Ferrari em 2019 com mudanças na parte administrativa, técnica e também na formação da dupla de pilotos. Em que pese a forte tradição e a liderança incontestável do número de torcedores em todos os cantos do mundo, a Ferrari vive um preocupante jejum de títulos. A última vitória no Mundial de Construtores foi em 2008 quando a dupla de pilotos era formada por Kimi Raikkönen e Felipe Massa. E o último título de pilotos foi um ano antes, em 2007, conquistado durante o GP Brasil de F1, em Interlagos, o único da carreira de Raikkönen.

De segunda à quinta da próxima semana, as equipes começam o primeiro período de testes de inverno em Barcelona. O segundo será entre os dias 26 de fevereiro e 1º de março. Será o primeiro termômetro da nova temporada. Na segunda também veremos como será o novo carro da Alfa Romeo (ex-Sauber).

 

 

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.