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Na festa da Ferrari os parabéns foram para a Mercedes

Na festa da Ferrari os parabéns foram para a Mercedes
©️ Mercedes AMG F1 Team

Por Castilho de Andrade 

A Ferrari organizou uma grande festa para sua milésima corrida de Fórmula 1, agitando a noite de Florença e o autódromo de Mugello. Ninguém chega a esses números impunemente: 15 títulos do Mundial de Pilotos, 16 títulos do Mundial de Construtores, 15 títulos do Mundial de Pilotos, 238 vitórias, 228 poles, 772 pódios. Mas o caótico – e excitante – GP da Toscana foi presa fácil para a dobradinha da Mercedes.

A corrida acidentada, com duas bandeiras vermelhas e carros destroçados, não foi obstáculo para a sétima vitória de Lewis Hamilton nas nove corridas disputadas e a 90ª na carreira (mais uma e ele alcança o recorde de Michael Schumacher). No sábado, ele já tinha chegado à 95ª pole. 

Valtteri Bottas teve duas chances de vitória. No começo quando largou melhor e tomou a ponta. Mas, depois da primeira bandeira vermelha, foi ultrapassado por Hamilton. Depois, na segunda largada, voltou a escorregar e perdeu o segundo lugar para Daniel Ricciardo. Não demorou para recuperar a posição, mas era tarde para lutar pela vitória.

A disputa doméstica da Mercedes teve um ponto de quebra quando, pelo rádio, Bottas disse aos engenheiros solicitando um jogo de pneus diferente do que seria escolhido por Lewis Hamilton. Não funcionou. Ele parou antes e Hamilton colocou os mesmos compostos trocados no carro de Bottas. Ou seja: o finlandês queria qualquer coisa desde que o diferenciasse de Hamilton.

Com Max Verstappen fora da corrida por problemas de motor logo no início e ainda envolvido com o primeiro acidente, a luta pelo terceiro lugar ficou aberta. Charles Leclerc ensaiou mas não teria munição para tanto; Lance Stroll teria chance não fosse a violenta batida depois de um pneu estourado; Daniel Ricciardo tentou mas acabou perdendo a posição para um inesperado Alexander Albon que subiu ao pódio pela primeira vez e, a princípio, amenizou a pressão que vinha sofrendo da equipe.

A dúvida que fica é até onde a falta de conhecimento das equipes pelo traçado pode ter sido responsável pelos acidentes. A prova só foi confirmada o meio do ano. Em caso afirmativo será preciso repensar as corridas de Portimão, em Portugal, e no anel externo do Bahrein, onde a F1 nunca acelerou.

 

 

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.