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Massa na Williams e Bottas na Mercedes. F1 pronta para 2017

Massa na Williams e Bottas na Mercedes. F1 pronta para 2017

As principais dúvidas que restavam sobre o Mundial de F1 2017 estão esclarecidas. A Williams anunciou nesta segunda-feira, 16/01, a contratação de Felipe Massa para a temporada. O piloto brasileiro substituirá o finlandês Valtteri Bottas que está chegando à Mercedes para o lugar de Nico Rosberg. A única questão ainda aberta é a da equipe Manor, com sérios problemas financeiros, cuja participação na temporada ainda é dúvida.

Felipe Massa, dessa forma, protagonizou a aposentadoria mais curta da F1. Ele tinha anunciado que abandonaria as pistas durante o GP da Itália, em Monza. Recebeu homenagens da equipe Williams, da Ferrari (onde sempre foi ídolo e mantém ótimas relações) e do público brasileiro durante a corrida de Interlagos.

O que mudou entre a Williams e Massa atribui-se a inesperada saída de cena de Nico Rosberg que, no dia da premiação da FIA, comunicou que estava se despedindo da F1. A dança das cadeiras que se seguiu propiciou que Massa reavaliasse sua decisão. A Williams estava perdendo Bottas para a Mercedes e não poderia se dar ao luxo de ficar com pilotos sem experiência (o segundo da equipe será o canadense Lance Stroll, ainda uma incógnita). Massa é capaz de acertar bem o carro – agora com as novas regras – e tirar dele o máximo possível. E ainda servir de guia para o jovem piloto do Canadá. Para Massa, agora com a responsabilidade de ser o primeiro piloto, há a chance de conseguir bons resultados caso a equipe consiga desenvolver um bom projeto dentro dos novos parâmetros da Fórmula 1. E a uma justa compensação financeira.

A Mercedes preferiu levar um piloto de ponta – Bottas teve em 2014 sua melhor temporada, mas nos dois últimos não repetiu as mesmas atuações – do que contratar alguém em formação como o alemão Pascal Wehrlein. Não era bem o que desejava Lewis Hamilton. O tricampeão não escondeu que gostaria de fazer dupla com alguém mais novo e menos experiente. Bottas não deixa de ser uma ameaça.

Pascal Wehrlein assinou com a Sauber e substituirá Felipe Nasr. Dessa forma restam duas duvidosas vagas: as da equipe Manor. Se a escuderia inglesa conseguir um investidor e/ou comprador, Nasr poderia ter uma opção de ficar com uma das vagas. Se a Manor não vingar, a temporada de 2017 voltará a ter dez equipes. E Felipe Nasr não correrá, restando apenas a opção de tentar uma vaga de piloto de teste.

 

 

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.