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Lewis Hamilton: um recorde para muitos anos?

Lewis Hamilton: um recorde para muitos anos?
©️ Mercedes AMG F1 Team

Por Castilho de Andrade 

Michael Schumacher levou nove anos – do GP da Bélgica de 92 ao GP da China de 2001 – para somar 52 vitórias e ultrapassar a marca de Alain Prost (51), tornando-se então o recordista absoluto. Cinco anos depois, no GP da China de 2006, ele conquistava sua 91ª e última conquista. Lewis Hamilton, por sua vez, venceu a primeira no GP do Canadá de 2007 e, após 13 anos, no GP de Portugal de 2020, isola-se como maior vencedor de todos os tempos, subindo ao lugar mais alto do pódio por 92 vezes. Quanto tempo durará a marca?

É impossível fazer previsões. Da geração mais nova, com talento, que poderá chegar mais longe, Max Verstappen tem nove vitórias e Charles Leclerc duas. Estão muito longe. Sebastian Vettel ganhou 53 corridas, mas não deverá permanecer na pista por muitos anos mais. Fora isso, há uma questão primordial. Se as novas regras, que serão introduzidas a partir de 2022, funcionarem haverá um equilíbrio maior e, portanto, as vitórias serão repartidas de forma mais harmoniosa, sem a concentração que vemos hoje nas mãos de uma única equipe, a Mercedes, virtual campeã de construtores pela sétima vez consecutiva.

De qualquer forma, somos espectadores privilegiados de um momento histórico da Fórmula 1. A marca de 92 vitórias – e 97 poles - coloca Lewis Hamilton como o maior piloto de todos os tempos. O número de sete títulos mundiais de Michael Schumacher poderá acontecer ainda na Europa, na corrida de Ímola ou Istambul.

Hamilton não deixou por menos.  Não só venceu a corrida como desmontou seu companheiro de equipe e, a rigor, único adversário. No sábado, com o cronômetro zerado, tirou a pole de Valtteri Bottas. Na corrida, depois de perder a ponta por conta de pneus não suficientemente aquecidos, caiu para o terceiro lugar e após algumas voltas, sentindo-se então com o domínio completo do carro, partiu decididamente para alcançar a liderança.

Em um autódromo novo e sensacional, este de Portimão, com seus desníveis desafiadores, Hamilton imprimiu definitivamente seu emblema. Não será fácil suplantá-lo.

 

 

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.