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Hamilton e Mercedes: parceria perfeita.

Hamilton e Mercedes: parceria perfeita.
©Mercedes Benz

Por Castilho de Andrade 

 

O GP do México foi mais uma vitória da química entre Lewis Hamilton e a equipe Mercedes. Largando na segunda fila, a Mercedes precisava de uma estratégia ousada para derrotar a Ferrari que largou na primeira fila com Charles Leclerc na pole position. Apostou em antecipar bem a troca de pneus do piloto inglês e deixou durante 49 voltas com pneus duros. Aí a responsabilidade passou para Hamilton que não desapontou. Com uma tocada equilibrada, sem excessos, conduziu a Mercedes ao primeiro lugar sem ser acossado por Sebastian Vettel ou Valtteri Bottas que completaram o pódio. Leclerc, com duas paradas, ficou em quarto, sem chances de uma classificação melhor.

 A ‘química perfeita’ entre a equipe e o piloto dá-se dessa forma. A Mercedes pode criar uma tática de corrida que fuja ao padrão e jogar o peso da responsabilidade para Hamilton porque reconhece que ele não falha e é capaz de atingir os objetivos, mesmo os mais duvidosos.

Isso, talvez, explique em grande parte o sucesso da equipe que conquistou seis títulos mundiais de construtores e está perto de celebrar o sexto título mundial de Lewis Hamilton que vem pulverizando todos os recordes da Fórmula 1. Com 83 vitórias, incluindo a do México, ele está oito atrás de Michael Schumacher e ninguém duvida que esta marca será alcançada – e superada – no próximo ano, a não ser que a F1 sofra uma mudança radical o que parece distante.

Embora ainda haja uma certa ‘pendência aritmética’, Hamilton já pode ser considerado o virtual campeão. A diferença de pontos sobre Valtteri Bottas passou de 64 para 74 pontos e tudo o que ele precisa no GP dos EUA no próximo domingo é de quatro míseros pontos para não depender dos resultados de Bottas. Parece um alvo fácil se se comparado com que ele realizou na corrida do México.

 

 Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.