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Hamilton: da pole à bandeirada. Mais uma vitória

Hamilton: da pole à bandeirada. Mais uma vitória
©️ Mercedes AMG F1 Team

Por Castilho de Andrade

Lewis Hamilton não perdeu a liderança do GP de Mônaco desde a largada perfeita. Mas não foi fácil. Sofreu forte perseguição de Max Verstappen e não fosse a potência do motor Mercedes e seu domínio do carro, a ultrapassagem seria inevitável. De qualquer forma, o pentacampeão pilotou muito e mereceu a vitória. E já dominou a disputa caseira com Valtteri Bottas.

Lewis Hamilton passou quase metade da corrida discutindo com seu engenheiro. O piloto alegava que os pneus não permitiriam que ele chegasse ao fim da corrida. O engenheiro procurava tranquilizá-lo, argumentando que o circuito é de difícil ultrapassagem, o desgaste nessa pista não é grande e que havia condições de chegar ao fim. O engenheiro estava certo e, se não foi um teatro, mereceu metade da vitória. Se Hamilton fizesse mais um pit como estava solicitando não teria tempo hábil para vencer.

O blefe, se de fato existiu, tinha um objetivo. Convencer seus perseguidores – Max Verstappen (que tinha uma pena de 5 cinco segundos para pagar) e Sebastian Vettel – não precisariam se desgastar para tentar ultrapassá-lo já que ele entraria no box a qualquer momento. Com essa conversa (‘mole’?), Hamilton foi se segurando – certamente ele tinha alguns problemas de pneus mas não tão graves – recebeu até um toque por trás de Max Verstappen mas acabou vencendo bem. No pódio, pela primeira vez este ano, a Mercedes não fez a dobradinha. Sebastian Vettel, que fez o papel de franco-atirador, terminou em 2º e Valtteri Bottas, atingido por Verstappen na saída do box, ficou em 3º.

Para o padrão de Mônaco, a corrida foi até animada. Além de Verstappen – com razão o ‘Piloto do Dia” – apertar Hamilton até o fim e Valtteri Bottas ensaiar um ataque, não concretizado, a Bottas, Pierre Gasly fez ótima corrida, mostrando que está crescendo assim como a Honda que fornece motores para a equipe Red Bull.

No lado negativo da prova, o único piloto do Principado, Charles Leclerc, não pôde dar o ar de sua graça. No sábado, a Ferrari cometeu um erro primário, deixando-o no box e ‘esquecendo’ de devolvê-lo à pista quando vários pilotos superaram sua marca. Ele acabou largando na 15º posição, partiu para cima dos adversários, bateu, furou o pneu e não teve mais condições de permanecer na corrida.

Com 137 pontos contra 120 de Valtteri Bottas e 82 de Sebastian Vettel, Hamilton parte decididamente para buscar o sexto título mundial.

O GP de Mônaco, do começo ao fim, foi uma imensa homenagem ao tricampeão Niki Lauda, falecido na semana passada. Da largada ao pódio, o nome de Lauda apareceu com merecido destaque. Ele foi um dos grandes pilotos da história e dono de um legado de determinação e gentileza raros em qualquer modalidade esportiva.

 

 

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.