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Coluna do Castilho

Hamilton atrás do recorde; Ferrari atrás da redenção.

Hamilton atrás do recorde; Ferrari atrás da redenção.
©️ Mercedes AMG F1 Team

Por Castilho de Andrade

O Grande Prêmio do Canadá de Fórmula 1, domingo, 15h10 (transmissão ao vivo pela SporTV, treino de classificação no sábado, 15h, também pela SporTV), terá dois desafios correndo lado a lado. De um lado, Lewis Hamilton vai atrás de sua sétima vitória na pista de Montreal o que o colocaria ao lado de Michael Schumacher como os maiores vencedores da prova; de outro, a Ferrari que tentará se desculpar do erro grosseiro que cometeu no treino de classificação em Mônaco, alijando Charles Leclerc da chance de subir ao pódio.

São duas situações distintas mas que podem se cruzar ao longo da prova. O traçado canadense é interessante, oferece boas alternativas para os pilotos, tem pontos claros de ultrapassagem (vamos ver como os carros se comportam com a nova aerodinâmica) e a disputa aberta não é uma possibilidade remota.

Se a Mercedes surfa na superioridade – seis vitórias e cinco dobradinhas em seis corridas consecutivas – a Ferrari amarga uma situação delicada. Seus carros não desenvolvem a mesma velocidade das Mercedes e, de quebra, ela ainda enfrenta a concorrência da Red Bull que segue evoluindo e tem em Max Verstappen um piloto muito determinado e corajoso.

A Mercedes, no momento, não parece viver uma disputa interna entre Hamilton e Bottas. Nas últimas duas corridas, o inglês deixou claro quem é o primeiro piloto da escuderia. Bottas reagirá?

Na Ferrari, a situação não é diferente. Sebastian Vettel chegou a ser elogiado no GP de Mônaco por fazer uma corrida tática e inteligente, capaz de levá-lo, pela primeira vez este ano, ao segundo lugar do pódio. Leclerc, prejudicado pela equipe, nem chegou a concluir a prova anterior. E não escondeu sua insatisfação. Resta saber como a escuderia administrará o ‘clima’ supostamente ruim que se criou entre o piloto e a chefia. Se permanecer, com 15 provas ainda pela frente, a Ferrari só teria a perder. E o piloto monegasco também.

Quem, parece, não enfrenta problemas de nenhuma ordem é a Red Bull onde Max Verstappen tornou-se um piloto maleável, obediente sem perder o ímpeto. A medida que a equipe for conseguindo tirar mais potência dos motores Honda – sem errar na sua configuração – ele galgará melhores posições nas corridas. A vitória, por enquanto, só poderá vir através de uma circunstância especial de corrida. O que pode acontecer a qualquer momento.

 

 

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.