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Fórmula 1: Red Bull abre a dança das cadeiras

Fórmula 1: Red Bull abre a dança das cadeiras
©️ Red Bull Content Pool

Por Castilho de Andrade

A Red Bull começou a se preparar para 2020. E nesta segunda-feira anunciou a primeira mudança. O tailandês Alexander Albon, já a partir do GP da Bélgica, no final do mês, será o novo companheiro de Max Verstappen. Pierre Gasly foi ‘rebaixado’ e passará a defender a Toro Rosso ao lado do russo Daniil Kvyat.

O plano da Red Bull é avaliar logo se o estreante Albon reúne condições para sustentar a posição de segundo piloto da escuderia. Se marcar presença nas nove etapas restantes da temporada, ele será confirmado.

Não é a primeira vez que a Red Bull troca um piloto no meio da temporada. Em 2016, Daniil Kvyat, que era o companheiro de Daniel Ricciardo, foi trocado por Max Verstappen. E o resultado não poderia ser melhor.

Na formação de duplas de pilotos para o ano que vem, uma das incógnitas é o futuro de Valtteri Bottas na Mercedes. E o piloto, no final desta semana, admitiu que estuda planos ‘B’ e ‘C’, caso a equipe decida substitui-lo. Desde o começo de julho passou-se a comentar a possibilidade de a Mercedes convidar Max Verstappen (cujo contrate vai até o final de 2020 mas com liberdade para sair quando quiser). O problema é saber se isso poderia ou não abalar Lewis Hamilton (que está preso sob contrato ainda em 2020) e, no fim das contas, acabar sendo prejudicial para a equipe. Fora Max, há ainda a chance de se promover Esteban Ocon que, em tese, não afetaria o trabalho de Hamilton.

A partir da Mercedes, as peças começarão a se encaixar. Se Verstappen sair, a Red Bull poderia precisar de um piloto mais tarimbado. Talvez o próprio Bottas, por exemplo. Ou até Fernando Alonso que, através de suas redes sociais, tem elogiado a evolução da montadora japonesa e, dessa forma, procurando eliminar as arestas que ficaram desde que, praticamente, exigiu que a McLaren substituísse os motores Honda pelos Renault.

Político, Alonso também andou elogiando Sebastian Vettel, piloto que goza de muito prestígio na Red Bull por conta de seus quatro títulos mundiais e uma remota opção da equipe caso Max Verstappen vá para a Mercedes.

Outra negociação importante envolve a Renault onde Daniel Ricciardo deverá permanecer. Mas Nico Hulkenberg poderá sair. A equipe gostaria de contar com Esteban Ocon para seu lugar se ele não ocupar a vaga de Bottas.

A Haas enfrenta problemas essa temporada. E seus dois pilotos – Kevin Magnussen e Romain Grosjean já colidiram entre si três vezes. Os dois terão seus respectivos contratos vencidos. Se alguém sair provavelmente será Grosjean. Alvos possíveis da Haas: Bottas (chances limitadas) ou Hulkenberg (chances maiores).

A Ferrari não deverá mudar sua dupla de pilotos composta por Sebastian Vettel e Charles Leclerc. A McLaren foi a primeira a confirmar que Lando Norris e Carlos Sainz Jr. Continuarão em 2020. A Racing Point, salvo alguma surpresa, também manterá Sergio Perez e Lance Stroll.

Williams, Alfa Romeo e Toro Rosso estarão na mira de possíveis pilotos demitidos assim como de pretendentes vindos da F2 como o canadense Michael Latifi, o holandês Nyck de Fries e o brasileiro Sergio Sette Câmara (que precisa terminar o campeonato entre os quatro primeiros para conquistar a superlicença). E há ainda Pietro Fittipaldi, atualmente piloto de testes da Haas, em busca também da superlicença. As possíveis vagas nessas três escuderias serão a de Robert Kubica (Williams), Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) e Alexander Albon ou Daniil Kvyat (Toro Rosso). Há ainda a vaga de George Russell, na Williams. O inglês, campeão da F2 de 2018, poderia ser opção para a Haas ou Racing Point.

A arquitetura do Mundial de Fórmula 1 2020 está na prancheta. E começa pela elaboração de um campeonato que, pela primeira vez na história da categoria, deverá contar com 22 corridas. O pré-calendário deve ser divulgado até o final do mês. O GP da Alemanha deve ser excluído. Em compensação as entradas da Holanda e Vietnã estão praticamente confirmadas.

O México, cujo futuro da corrida era visto com pessimismo, acabou conseguindo renovar o contrato até 2022. Por mais três anos, portanto, e não cinco como desejavam os organizadores. A Espanha, outra corrida ameaçada, também contornou seus problemas e deverá permanecer no campeonato. O calendário já tem a prova inicial confirmada para 15 de março, na Austrália.

 

 

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.