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Fórmula 1 pega fogo na corrida do Bahrein

Fórmula 1 pega fogo na corrida do Bahrein
©️ Scuderia Ferrari

Por Castilho de Andrade

Charles Leclerc merecia ter vencido o GP de Fórmula 1 do Bahrein. Foi o melhor piloto do final de semana, conquistou a pole position, cravou a volta mais rápida (ganhando com um ponto extra), liderou quase toda a corrida e subiu ao pódio em terceiro lugar. Só não venceu porque o motor da Ferrari, a dez voltas do final, resolveu perder potência. Mas a prova foi fantástica, com ultrapassagens empolgantes e clima tenso até o final. O campeonato promete.

Que Charles Leclerc é um talento nato, uma personalidade forte e um forte candidato a um título mundial ninguém pode negar. Fez uma largada defeituosa, perdeu duas posições mas foi busca-las. E quando chegou atrás de Vettel comunicou à equipe: ‘estou mais rápido’. E mergulhou para ultrapassar o alemão. A queda de rendimento, uma falha eletrônica na unidade motriz ferrarista, correspondeu a uma redução cerca de 100 cavalos de potência e uma perda de cerca de 40 km/h na reta. Insustentável em uma corrida de Fórmula 1.

As disputas entre Lewis Hamilton e Sebastian Vettel e contando ainda com a participação de Valtteri Bottas e, principalmente, com a atuação sensacional do jovem Charles Leclerc, mostraram que a Fórmula 1 melhorou muito de 2018 para 2019.  E a troca de posições no batalhão do meio ajudaram comprovar a eficácia das novas regras aerodinâmicas.

A Mercedes não estava em um bom final de semana mas Hamilton, que além de extraordinário piloto também tem muita sorte, chegou na frente com Bottas em 2º. Uma dobradinha que nem o mais otimista da equipe Mercedes poderia sonhar no domingo, antes da corrida. Mas aconteceu e acendeu a luz amarela da Casa de Maranello.

Se a Ferrari mostrou um carro veloz e eficiente e uma estratégia inteligente de seu novo diretor, Mattia Binotto, ainda ficou a dever no quesito resistência e confiabilidade, virtudes que a Mercedes esbanja. E isso terá que ser pensado e repensado, de preferência antes da próxima corrida, dentro de duas semanas, o GP da China, evento histórico que celebrará a corrida número 1000 da história da Fórmula 1 desde 1950.

A prova terminou com o safety car por causa da Renault de Nico Hulkenberg atravessada em lugar perigoso e com a luz vermelha acesa (ninguém pode tocar o carro nessa circunstância porque arrisca-se a levar um choque violento). Não fosse o safety, Leclerc fatalmente perderia também o terceiro lugar e o pódio para Max Verstappen. O acidente da Renault fez justiça a Charles Leclerc.

 

 

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.