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Fórmula 1 há 50 anos: só a Ferrari e McLaren

Fórmula 1 há 50 anos: só a Ferrari e McLaren
F1

Por Castilho de Andrade 

O Mundial de F1 de 1970 tinha 12 equipes das quais apenas a Ferrari e McLaren continuam na ativa. O ano é emblemático para o Brasil. Marcou a estreia de Emerson Fittipaldi e sua primeira vitória na Fórmula 1, abrindo o caminho para a chegada da categoria ao Brasil, dois anos depois. O campeonato foi o único na história onde um piloto conquistou o título post mortem: o austríaco Jochen Rindt.

Além da McLaren e Ferrari, o Mundial de 70 contou com a participação das equipes BRM, Brabham, Lotus, Lotus Walker, March Elf, March STP, Matra, Surtees, Tyrrell e De Tomaso. O campeonato contou com 13 corridas, abrindo em março, na África do Sul, e terminando em outubro, no México.

A história da primeira vitória brasileira na F1 começou no GP da Inglaterra quando Colin Chapman escalou Emerson para correr ao lado de Jochen Rindt no circuito de Brands Hatch. Rindt venceu a corrida e Fittipaldi acabou em 8º. Já na corrida seguinte, o GP da Alemanha, em Hockenheim, Emerson terminou em 4º, marcando seus primeiros pontos no campeonato.

O GP da Itália, em Monza, foi trágico. Emerson testou um novo modelo, no começo dos treinos, que seria destinado a Jochen Rindt, mais rápido que a Lotus 49 e acabou chocando-se com a Ferrari de Ignazio Giunti, destruindo a Lotus. No treino de qualificação, na Parabólica, Rindt perdeu o controle do carro e acabou morrendo na batida.

A vitória de Jacky Ickx, na corrida seguinte, no Canadá, deixou a Lotus sob pressão. Mas a vitória de Emerson Fittipaldi, a primeira de um piloto brasileiro (atualmente o Brasil tem 101 vitórias na categoria, ocupando o terceiro lugar, atrás da Grã-Bretanha e Alemanha), em Watkins Glen, nos Estados Unidos, impediu o avanço da Ferrari. E Rindt foi declarado campeão mundial post mortem, com uma corrida de antecedência.

No final da temporada, com a vitória de Emerson no GP dos Estados Unidos, a Fórmula 1 ganhou uma grande projeção no Brasil, mesmo sem ser transmitida por televisão. Os jornais passaram a dar um grande destaque e vários jornalistas brasileiros foram para o México para a última prova da temporada. Emerson abandonou a prova no início, com problema no motor Ford. Mas a F1 já estava conquistando fãs no Brasil e chegando para ficar. 

 

 

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.