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Fórmula 1: FIA destaca os melhores do Mundial

Fórmula 1: FIA destaca os melhores do Mundial
©️ Mercedes AMG F1 Team

Por Castilho de Andrade 

A cerimônia da Federação Internacional de Automobilismo para os melhores do ano, em Paris, foi dominada pela Mercedes. E nem poderia ser diferente. A equipe venceu o Mundial de Construtores pela sexta vez consecutiva, Lewis Hamilton tornou-se hexacampeão mundial e chegou em primeiro em 11 das 21 corridas, Valtteri Bottas foi o vice e o tricampeão Niki Lauda, presidente de honra da equipe, falecido em maio, foi a ‘Personalidade do Ano’.

Alguns detalhes, entretanto, merecem destaque. O primeiro deles foi a conquista do ‘Action of the year’, troféu concedido ao piloto mais combativo. A vitória foi de Max Verstappen, terceiro colocado no Mundial, por conta de sua acirrada disputa com Charles Leclerc. Na votação corrida a corrida, através da Internet, Max foi escolhido sete vezes como o ‘Piloto do Dia’ enquanto Leclerc venceu quatro vezes. Curiosamente, Lewis Hamilton não foi escolhido o melhor piloto em nenhuma das 21 corridas do Mundial.

O segundo detalhe, além de Verstappen, também é um incentivo à equipe Red Bull que acabou surpreendendo com um bom rendimento dos motores Honda. O anglo-tailandês Alexander Albon, trocado por Pierre Gasly, na segunda metade do campeonato, foi eleito o ‘Estreante do Ano’. É a prova final de que a equipe fez a substituição na hora certa. Albon, não fosse o acidente provocado por Lewis Hamilton nas voltas finais do GP Brasil, poderia ter subido ao pódio em Interlagos. Albon já estava confirmado como companheiro de Verstappen em 2020 desde o GP dos Estados Unidos. Albon derrotou os britânicos George Russell e Lando Norris que também marcaram boa presença.

A Ferrari ficou devendo em 2020. Foi vice de construtores, mas o melhor piloto classificado, Charles Leclerc, obteve apenas o 4º lugar na temporada. O projeto do carro – gestado ainda 2018 – seria o grande vilão da história. Mas os erros de estratégia ao longo do ano não foram ignorados.

A premiação da FIA aconteceu em um momento crucial para a Fórmula 1. Em 2021, a categoria terá novas regras e as especulações são muitas. Fala-se de Hamilton na Ferrari; fala-se que Toto Wolff poderia trocar a Mercedes pela Casa de Maranello, Hamilton diz que pilotos rivais já entraram em contato com a Mercedes candidatando-se à sua vaga, há alguma dúvida sobre a permanência da própria equipe Mercedes a partir de 2021 – ela poderia tornar-se apenas uma fornecedora de motores para outras escuderias como McLaren e Williams. Em compensação, graças aos bons resultados deste ano, a Honda deu sinal verde para permanecer na Fórmula 1 em 2021 (o contrato iria só até o ano que vem). E ela promete que não será um adversário fácil.

 

 

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.