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Fórmula 1 2020: início com protocolos rígidos

Fórmula 1 2020: início com protocolos rígidos
©️ Mercedes AMG F1 Team

Por Castilho de Andrade 

O Mundial de Fórmula 1 abre a temporada de 2020 no domingo, 5/7, em Spielberg, com o Grande Prêmio da Áustria. No domingo seguinte, no mesmo local, as equipes voltam a correr no mesmo circuito com o GP da Estíria, região austríaca onde se encontra o autódromo. Em ambas as provas não haverá a presença de público. Para a categoria, as duas corridas serão o teste definitivo para os cuidados com o Covid-19. O GP da Áustria, domingo, 10h10 (de Brasília), terá transmissão ao vivo pela TV Globo e BandNews FM, com a equipe de Odinei Edson. No sábado, o treino de classificação começa às 10h.

As rígidas determinações sobre o comportamento das equipes envolvem alguns temas essenciais: 1 – Testes – as equipes submeterão todo o pessoal envolvido em exames médicos constantes com parceiros privados; 2 – Eventos fechados – além da proibição de público, haverá um rigor na entrada de pessoas envolvidas com a organização do evento, fornecedores etc. Apenas dez jornalistas foram selecionados para a cobertura. As próprias equipes trabalharão com um grupo mínimo de técnicos, mecânicos, engenheiros. Saberemos como isso poderá afetar o trabalho na pista. A Ferrari assegura que os pits serão tão rápidos como em tempos normais. 3 – Viagens e isolamento – a orientação é para aviões fretados, isolamento nos hotéis e uso permanente de equipamento de segurança (máscaras e outros dispositivos). 4 – O grid de largada contará com um número mínimo de profissionais, os pilotos não ficarão juntos durante a execução do hino e não haverá cerimônia no pódio, após a corrida.

A corrida da Áustria abre a temporada com oito provas já confirmadas na Europa. Depois das duas corridas na Áustria, teremos Hungria, duas em Silverstone (GP da Inglaterra e GP Fórmula 1 70 anos), Espanha, Bélgica e Itália. As etapas restantes do Mundial serão anunciadas brevemente.

Do ponto de vista esportivo, o que se pode esperar do campeonato?

Há alguns aspectos importantes. A Mercedes e a Red Bull teriam testado melhor seus carros e, em tese, isso daria uma certa vantagem para Lewis Hamilton, Valtteri Bottas, Max Verstappen e Alexander Albon. A Ferrari tem sido cautelosa sobre suas chances.

Pelo menos em duas escuderias, dois pilotos importantes não estariam em situação confortável. Sebastian Vettel, cujo futuro ainda é incerto, não correrá pela Ferrari em 2021 o que significa que Charles Leclerc estaria em uma posição cômoda na disputa interna. Outro caso é o de Daniel Ricciardo que, ao aceitar o convite da McLaren para o ano que vem, acabou se indispondo com sua atual escuderia. Só que a Renault terá que continuar apostando no australiano já que o segundo piloto, Esteban Ocon, não tem a experiência necessária para assumir a responsabilidade de liderar a equipe.

Como novidades em 2020 teremos então a volta de Ocon e ainda a estreia do canadense Nicholas Latifi, correndo pela Williams no lugar de Robert Kubica. O futuro da Williams ainda é uma incógnita. A equipe pode ser vendida, mas sua presença na temporada está garantida.

As equipes foram orientadas a deixar seus pilotos de testes de prontidão durante todas as corridas, no caso de alguma substituição por conta do vírus. Os brasileiros Sérgio Sette Câmara (Red Bull e Alpha Tauri) e Pietro Fittipaldi (Haas) estarão a postos.

 

 

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.