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Fórmula 1 2019: o que pode mudar após as férias

Fórmula 1 2019: o que pode mudar após as férias
©️ Red Bull Content Pool

Por Castilho de Andrade

Depois das duas semanas de descanso obrigatório – as oficinas das equipes devem permanecer fechadas – os trabalhos voltam nesta segunda-feira. A Mercedes, com a liderança cômoda no Mundial de Construtores e ocupando as duas primeiras posições no Mundial de Pilotos, só pensa em manter o rendimento. Ferrari e Red Bull buscarão reduzir a distância que as separa da líder. Para alguns pilotos, as nove corridas restantes serão a última chance para mostrarem que têm condições de permanecer na Fórmula 1 em 2020.

Atualizações, correção de erros estratégicos (no trabalho de box e administração de corridas), definição dos jogos de pneus mais adequados para cada pista e a busca de uma postura mais agressiva atrás dos pontos para terminar o campeonato em melhor situação e, dessa forma, ganhar fôlego nos contatos com patrocinadores para a próxima temporada.

Alguns pilotos estão em situação delicada. O maior deles é Pierre Gasly, ‘rebaixado’ da Red Bull para a Toro Rosso e substituído pelo pouco experiente – mas promissor – Alexander Albon. O futuro do francês é incerto. Daniil Kvyat foi cotado para a vaga de Gasly e, portanto, deve estar garantido, pelo menos da Toro, em 2020. Acho duvidosa a notícia de que a primeira opção da Red Bull para a vaga de Gasly teria sido Fernando Alonso e só não foi concretizada porque o espanhol não topou.

Outros pilotos terão que se mostrar eficientes a partir do dia 1º de setembro, na Bélgica. O alemão Nico Hulkenberg está com a cabeça a prêmio. Nem Lance Stroll, cujo pai é dono da Racing Point, parece seguro. Na Alfa, se a Ferrari não bater o pé, Antonio Giovinazzi voltará a ser piloto de testes. Sem falar em Robert Kubica que deve mesmo abandonar a Fórmula 1 no ano que vem.

Em alta continuam os ingleses George Russell, Lando Norris, o espanhol Carlos Sainz Jr. E há ainda Kevin Magnussen, que apesar de irregular, andou surpreendendo com algumas boas atuações. E soma mais do dobro dos pontos de Pierre Gasly.

No difícil acesso da Fórmula 1, os melhores da Fórmula 1 podem pensar em conseguir vaga em 2020.

 

 

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.