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Adeus, Niki

Adeus, Niki
Beto Issa/GP Brasil F1

Niki Lauda venceu o GP Brasil de F1 de 1976, em Interlagos, correndo com Ferrari e ainda subiu ao pódio, em 3º lugar, nas corridas de 78 e 83, em Jacarepaguá. Mas, em 2014, conduzindo entrevistas no pódio de Interlagos – com Nico Rosberg, Lewis Hamilton e Felipe Massa – foi saudado aos gritos e cumprimentado calorosamente pelos torcedores que tinham invadido à pista. Estendeu a mão para as dezenas de mãos que buscavam a sua e, depois, desceu chorando. “Nunca imaginei que isso pudesse me acontecer hoje’, disse emocionado.

O ano de 1976 foi o mais trágico da vida de Niki. A Ferrari que pilotava sofreu um acidente e incendiou-se rapidamente em Nurburgring, na Alemanha. Ele ficou alguns minutos sob o fogo e aspirando fumaça tóxica. Chegou com poucas chances de sobrevivência ao hospital. Recebeu extrema unção. Entretanto recuperou-se – com marcas permanentes no rosto – e voltou a correr algum tempo depois. A história está contada em livros e no filme ‘Rush’, disponível em plataformas digitais. Venceu mais dois campeonatos e abandonou as pistas como tricampeão e um dos maiores talentos da Fórmula 1.

Lauda conquistou os títulos de 75 e 77 com Ferrari e 84 com McLaren. Venceu 25 corridas, cravou 24 poles e subiu 54 vezes ao pódio. Abandonou definitivamente as pistas no final do campeonato de 1985, depois de disputar 13 temporadas. Não disputou os campeonatos de 1980 e 1981. Em 1979, foi parceiro de Nelson Piquet, na equipe Brabham. Tornaram-se amigos inseparáveis.

Niki morreu com problemas renais, aos 70 anos, em uma clínica na Suíça, na noite passada. Em 2018, tinha deixado a presidência de honra da equipe Mercedes para fazer um transplante de pulmão.  Deixou cinco filhos, incluindo os gêmeos Max e Mia com sua atual esposa, Birgit. E um legado de determinação, coragem e técnica. A homenagem da Fórmula 1 ao tricampeão será durante a largada do GP de Mônaco, no próximo domingo.