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A Renault tem Kubica. Mas ainda não decidiu quando ele corre

A Renault tem Kubica. Mas ainda não decidiu quando ele corre
@Renault Sport

Por Castilho de Andrade

A Renault tem um trunfo nas mãos para a segunda metade do campeonato ou para a temporada do ano que vem. O incrível Robert Kubica passou nos testes de segurança e pilotagem na terça e quarta da semana passada no Hungaroring. E, sem dúvida, é candidato a uma vaga na equipe.

Kubica, 32 anos, como se sabe, estava há seis anos afastado dos carros de F1. O piloto polonês de Cracóvia teve de abandonar seus planos para a categoria no começo de 2011 depois de sofrer um grave acidente em uma prova de rali onde, por pouco, não perdeu o braço direito. Mas, de qualquer forma, a mobilidade da mão e braço direitos ficou bastante comprometida.

Mas Kubica é determinado. Trabalhou para voltar. Passou no teste de segurança – sair do cockpit do carro em até cinco segundos – e acelerou forte na quarta-feira passada quando deu 142 voltas no Hungaroring. E obteve um tempo melhor do que, por exemplo, Valtteri Bottas. Kubica foi o quarto mais rápido. Não demonstrou qualquer dificuldade no câmbio adaptado para trocar as marchas com a mão esquerda.

Quando a Renault anunciou que Kubica tinha sido selecionado para o teste em Budapeste, a interpretação imediata foi óbvia: o inglês Jolyon Palmer estaria com os dias contados. Palmer vinha sendo criticado há algum tempo e ele mesmo reconheceu que não estava rendendo bem. A Renault não tomou nenhuma decisão, embora tenha feito largos elogios a Kubica. Para o piloto de testes da equipe, o inglês Oliver Rowland, vice-líder da Fórmula 2, Kubica dificilmente ficará fora da equipe em 2018. Ele mesmo, também candidato a uma vaga, sonha em formar dupla com o piloto polonês. O GP da Bélgica, no final de agosto, na volta das férias da F1, poderá ter novidades. Uma delas seria a presença de Kubica no grid.

A equipe Renault não anunciou ainda seus planos para Robert Kubica. Mas um piloto que passa seis anos sem dirigir um carro de Fórmula 1 e volta com esse empenho não pode ser desconsiderado. A equipe tem nas mãos uma ótima opção para o lugar do inglês Jolyon Palmer. Resta saber se ainda para 2017 ou se vai prepará-lo para o ano que vem. Sempre comedido em distribuir elogios, Lewis Hamilton disse na semana passada que Kubica é um talento e que ‘já teria conquistado um título mundial não fosse o acidente que sofreu’.

 

 

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.