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A Mercedes manda Hamilton para o box. E vence a corrida.

A Mercedes manda Hamilton para o box. E vence a corrida.
©️ Mercedes AMG F1 Team

Por Castilho de Andrade

Lewis Hamilton não concordou com uma segunda e inesperada parada no box. Insistiu que a estratégia estava errada. Ele não acreditava que tiraria 20 segundos nas 20 voltas restantes para o fim do GP da Hungria, alcançando o líder Max Verstappen, depois de parar e trocar os pneus pela segunda vez. A Red Bull, parece, também não estava preocupada com esta hipótese. Ou não tinha outra opção senão esperar até o final. A previsão do engenheiro da Mercedes era que Hamilton chegaria em Verstappen na última volta.  O pentacampeão chegou antes. E, a quatro voltas da bandeirada, fez uma ultrapassagem segura sobre o holandês e conquistou sua sétima vitória na temporada. E a 81ª na carreira. Mérito indiscutível.

O GP da Hungria acabou sendo uma corrida tensa e empolgante até o final. É verdade que as Ferrari não acompanharam o ritmo de Mercedes e Red Bull. Fizeram uma corrida separada entre seus dois pilotos. No final, Sebastian Vettel ultrapassou Charles Leclerc, com os pneus já sem nenhuma aderência, e subiu ao pódio em 3º.

Quando Max foi informado de que Lewis Hamilton tinha feito nova parada, ele reclamou. Disse que também deveria ter ido para o box. Mas aí já era tarde. A tática da Mercedes foi inteligente sem correr riscos. Na pior das hipóteses – como a vantagem para o terceiro colocado (Leclerc) era abissal – ele permaneceria em 2º. Mas com novos pneus poderia tentar a vitória. Com o jogo anterior, o segundo, as chances eram praticamente nulas.

Lewis Hamilton fez duas tentativas de ultrapassagem sobre Verstappen. Na primeira, antes da troca de pneus, ele colocou a Mercedes lado a lado com a Red Bull e Verstappen resistiu.  Hamilton ensaiou nova tentativa e abortou. Tudo levava a crer que a corrida ficaria assim mesmo com Verstappen, Hamilton e Leclerc. Mas as mudanças nas últimas voltas mudaram o quadro. Sobrou para Verstappen parar no box, colocar pneus macios e cravar a melhor volta da prova, ganhando mais um ponto. E também, pela quinta vez na temporada, foi escolhido o ‘Piloto do Dia’.

Para a Red Bull, o resultado do final de semana foi positivo. Fez a pole, a volta mais rápida e terminou em 2º. Pode ter peso na hora de decidir se a Honda permanecerá ou não na Fórmula 1 a partir de 2021.

 

 

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.