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A Fórmula 1 de quarentena. E ajudando a combater o covid-19

A Fórmula 1 de quarentena. E ajudando a combater o covid-19
©️ Mercedes AMG F1 Team

Por Castilho de Andrade 

A Fórmula 1 aguarda o início do Mundial 2020. A abertura deverá ser em uma corrida da fase europeia. A última vez que a temporada começou na Europa foi em 1966. A FOM continua suas gestões para confirmar um novo calendário após os cancelamentos e adiamentos de nove corridas. Mas enquanto isso não ocorre, as equipes trabalham para ajudar os hospitais na luta contra o coronavírus. A direção da F1 decidiu nessa terça, 7/4, ampliar a paralisação de equipes e montadoras de 21 para 35 dias, entrando, portanto, no mês de maio.

A Mercedes, em parceria com University College Hospital, de Londres, já está ampliando o fornecimento de ventiladores que a equipe desenvolveu, dispensando a necessidade de entubar e sedar o paciente. E paralelamente, há o Projeto PitLane, onde as equipes baseadas na Grã-Bretanha – McLaren, Racing Point, Mercedes, Williams, Haas, Renault e Red Bull – uniram seus esforços para criar e fornecer equipamentos para os hospitais.

A Ferrari, por sua vez, com a fábrica fechada porque se encontra em uma das regiões mais afetadas pelo vírus, no norte da Itália, doou 10 milhões de euros para o ministério da saúda da Itália.

E os pilotos também estão envolvidos com campanhas para arrecadar fundos. Lando Norris, piloto da McLaren, por exemplo, levantou 12 mil dólares com a transmissão, através de redes sociais, de sua participação nas corridas virtuais de Fórmula 1, organizadas pelas FOM.

O hexacampeão mundial Lewis Hamilton, habitualmente preocupado com questões sociais, também investe no trabalho de arrecadar contribuições para auxiliar hospitais e laboratórios no combate à doença.

Enquanto isso, para não perder a forma, os pilotos seguem disputando provas virtuais e fazendo trabalho com simuladores, além de cuidar da preparação física, sem deixar de se resguardar, com exercícios caseiros. Mas nem todos os pilotos julgam que o simulador pode substituir um treino de verdade. Carlos Sainz Jr, por exemplo, diz que o simulador, para ele, não assegura o conhecimento perfeito de um traçado. Mas não é o que pensa a maioria dos pilotos de Fórmula 1. 

 

 

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.