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A Ferrari assusta a Mercedes

A Ferrari assusta a Mercedes
©Scuderia Ferrari

Por Castilho de Andrade

A Ferrari conquistou em Cingapura sua terceira vitória consecutiva - com dobradinha – e está conseguindo embaçar o brilho da equipe Mercedes. Sebastian Vettel ressurgiu e foi perfeito, escolhido o ‘Piloto do Dia’, pelos internautas. A reação ferrarista a partir do GP da Bélgica assusta a Mercedes que não esperava essa mudança de rumo na reta final do campeonato. Das seis provas restantes, o circuito de Interlagos, palco do GP Brasil, é o que oferece melhores condições para uma disputa aberta entre Mercedes, Ferrari e, por que não, a Red Bull que quase venceu no ano passado.

No circuito de rua de Cingapura, prova disputada à noite sob temperatura alta e muita umidade, a Ferrari não estava bem cotada pela falta de reta e/ou curvas de alta para fazer valer a força de seu motor. Mas a história começou a mudar no sábado quando Charles Leclerc, cada vez mais talentoso, cravou a pole. Na largada fez valer sua posição de honra e manteve a liderança. Não venceu porque, na troca de pneus, por acaso ou não, a Ferrari devolveu Sebastian Vettel mais rápido e, assim, o alemão assumiu a liderança.

Salvo erro, a impressão é que a Ferrari chamou Vettel antes para que ele ‘protegesse’ Leclerc. Mas Leclerc andou mais lento em sua parada e perdeu a chance de vencer pela terceira vez. Vettel, que não vencia uma corrida desde o GP da Bélgica de 2018, recuperou-se assim da má fase. Leclerc ficou irritado com a estratégia da equipe.

Se venceu em Cingapura, a Ferrari passa a ter chances em todas as corridas restantes: Rússia (no próximo domingo), Japão, México, Estados Unidos, Brasil e Abu Dhabi. E tudo o que a Mercedes não gostaria de ver era a adversária vencer a maioria das provas desta reta final e comprometer de vez os títulos de pilotos e construtores que, dificilmente, escapará de suas mãos.

Em Cingapura, Lewis Hamilton contrariou as ordens da equipe e permaneceu mais tempo do que devia antes da troca de pneus. Só não caiu para o quinto lugar porque a Mercedes deu ordens para Valtteri Bottas não ultrapassá-lo.

Com três entradas do safety car, a corrida durou quase duas horas. Foi a primeira vez, desde 2008, que a Ferrari vence três corridas seguidas – Bélgica, Itália e Cingapura.

Haas, Williams e Red Bull anunciaram novidades no final de semana. A Haas renovou o contrato de sua dupla e permanecerá mais uma temporada com Kevin Magnussen e Romain Grosjean; a Williams informou que o polonês Robert Kubica não correrá em 2020; e a Red Bull marcou a data do GP do México para anunciar quem será o parceiro de Max Verstappen no ano que vem: Alex Albon ou Pierre Gasly.  

 

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.