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Interlagos, a caminho do futuro.

Interlagos está chegando aos 76 anos. Como presente, o circuito paulistano está recebendo uma grande reforma que começou em 2014 e permitiu no GP Brasil de Fórmula 1 daquele ano a quebra do recorde de pole, depois de dez anos. As obras na infraestrutura do autódromo permitirão que o circuito se coloque, outra vez, entre os melhores do mundo. Da pista de terra que recebeu as primeiras provas em 1940 para o traçado atual, Interlagos passou por várias fases e ofereceu ao público as maiores emoções do automobilismo esportivo.

As corridas de carreteras na década de 50 marcaram época com vitórias de pilotos míticos dos primórdios das provas de velocidade como Chico Landi.

A fama internacional começou mesmo na década de 70. Depois de uma reforma essencial para adequar o traçado de 7,960 metros para corridas de monopostos, Interlagos viu surgir o primeiro campeão mundial de F1 pelo Brasil, Émerson Fittipaldi. Émerson venceu em 70 o Campeonato Internacional de Fórmula Ford. Em 71, o mesmo Émerson conquistou a vitória em uma corrida de Fórmula 2. Interlagos estava apto, então, para receber em 72 uma corrida extra-campeonato de F1, vencida por Carlos Reutemann. Mas Émerson deu o troco no ano seguinte, ganhando o GP do Brasil, já então somando pontos para o Mundial de F1. Émerson voltaria a vencer no ano seguinte, 1974, sob forte chuva, cabendo a José Carlos Pace a vitória em 1975, a única de sua carreira.

Nos anos 70, o divertido era acampar na reta oposta e passar lá os três dias do evento.

De 70 até hoje, Interlagos tornou-se o maior palco esportivo internacional do Brasil, recebendo todos os anos a elite mundial da Fórmula 1, de Jackie Stewart a Michael Schumacher, de Nigel Mansell a Nelson Piquet, de Niki Lauda a Ayrton Senna. E ganhou a fama de possuir o traçado mais empolgante e desafiador da categoria.

Mas nem só de disputas e conquistas inesquecíveis como a vitória de Ayrton Senna em 1991 e 1993 vive a memória de Interlagos.

As corridas de Fórmula 1 atrairam visitantes ilustres como os artistas Gene Hackman, Ugo Tognazzi, Sydne Rome, Gael Garcia Bernal, Mick Jagger entre outros. José Carlos Pace foi dublê de Al Pacino em Interlagos, nas cenas de pista do filme ‘Bobby Deerfield’, do diretor Sydney Pollack, no GP Brasil de Fórmula 1 de 1976. Em 1979, foi o beatle George Harrison quem pontificou no autódromo paulistano, em sua visita ao Brasil.

Nas bandeiradas, Pelé e Gisele Bündchen marcaram forte presença cercados de fãs desde a chegada a Interlagos. Em 2014, a bela atriz global Flavia Alessandra fez no domingo da corrida uma das mais concorridas visitas aos boxes, distribuindo sorrisos e atendendo fãs.

Alguns anos antes, a revista Playboy americana escolheu Interlagos para um editorial de moda. A segurança teve trabalho para conter os mais empolgados com as modelos em trajes sumários desfilando pelo box.

Nas histórias fantasiosas, velhos pilotos e chefes de equipe garantem que motores foram trocados em provas de longa duração e para que ninguém descobrisse, as unidades já utilizadas foram repousar no fundo do lago. Há até a história de um fantasma de uma mulher, vestida de branco, que costumava assombrar os pilotos na Junção, durante corridas noturnas.

E a história continua. No ano passado, 2015, o GP inovou outra vez e trouxe os pilotos para mais perto do público, dando autógrafos e posando para fotos após os treinos de sexta e sábado, em frente aos respectivos boxes.

Como um autódromo de 76 anos pode ser atual? A resposta é simples: com a infraestrutura necessária, carisma e vibração do público. A receita continua valendo em 2016.