Jenson Button avança e a Brawn domina o Mundial

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Por Castilho de Andrade

Ross Brawn já tinha perdido as esperanças na vitória no Bahrein. Mas Jenson Button acabou fazendo a diferença e conduziu o carro com ousadia quando foi preciso e cautela nos momentos mais delicados. Resultado: conquistou sua terceira vitória em quatro corridas, assumiu de vez a condição de primeiro piloto da nova escuderia e, até o momento, é o maior favorito ao título mundial de Fórmula 1 de 2009.

Dá para dizer que a primeira fase da nova e inesperada relação de forças da Fórmula 1 terminou na corrida de domingo. Algumas equipes como a Red Bull usaram até um tipo de difusor genérico para equilibrar a situação com a Brawn. Não deu muito resultado. A McLaren ensaiou uma leve recuperação e a Ferrari peca, principalmente, pela irregularidade e pelo trabalho discutível de box. A próxima fase começa na Espanha, dia 10 de maio, quando as equipes já terão difusores perfeitamente adaptados aos seus carros. E a Ferrari jogará suas últimas fichas em um novo pacote aerodinâmico. Caso não vingue, a equipe já anunciou que poderá jogar a toalha e começar a pensar seriamente em 2010. E Felipe Massa, que só não venceu o Mundial de 2008 por causa dos erros da equipe, será o grande prejudicado.

Os pilotos brasileiros no Mundial, portanto, estão em uma situação delicada. Rubinho Barrichello, o que tem mais chances, está perdendo terreno a cada corrida para o inglês Jenson Button. A diferença entre os dois passou a 12 pontos. Não é muito mas Rubinho terá que se esforçar muito para eliminá-la. Felipe Massa não cravou um só ponto nas quatro corridas que disputou. Está desanimado e sabe que dificilmente terá chances de lutar por uma classificação honrosa no final da temporada. A não ser que a Ferrari consiga a proeza de dar a volta por cima com o novo pacote que estréia em Barcelona.

Nelsinho Piquet  até que não foi mal no Bahrein. Esta foi, teoricamente, a primeira de três (ou quatro segundo outra versão) corridas onde ele estará sendo submetido a uma análise definitiva para avaliar se tem ou não condições de continuar ao lado de Fernando Alonso. Eu arriscaria dizer que ele passou no primeiro teste. Ficou a apenas duas posições de Alonso, não cometeu erros e resistiu durante quatro voltas ao assédio de Rubinho. Mas ainda não é suficiente para garantir-se na Renault.

Quem pode ameaçar a Brawn? Em tese, até agora, duas equipes. A Red Bull parece que tem mais categoria por pode contar com um piloto excelente como Sebastian Vettel. A Toyota seria a segunda mas a dupla de pilotos formada por Trulli e Glock não garante maior confiança. Há ainda a Williams de de Nico Rosberg. O piloto só precisa saber utilizar melhor o equipamentoque tem nas mãos. Condições técnicas ele tem.

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do GP Brasil de F1.