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O desafio das curvas de Interlagos

O desafio das curvas de Interlagos
Beto Issa/GP Brasil de F1

Por Castilho de Andrade

Agora é a vez do GP Brasil de F1. Pela 37ª vez, o autódromo de Interlagos receberá no próximo domingo, 11/11, a principal categoria do automobilismo mundial, exigindo muito dos pilotos, carros e equipes. Como pentacampeão mundial, igual a Juan Manoel Fangio, Lewis Hamilton fará sua primeira corrida após o quinto título. “Entro na pista para vencer”, disse após a conquista no GP do México. E reconheceu: ‘Não é fácil me acompanhar”.

Isso é uma confirmação do que todos os fãs da Fórmula 1 já compreenderam. Para Hamilton, chegar na frente é seu objetivo de vida primordial. E, em Interlagos, isso tem um significado especial graças ao reconhecido fascínio que o piloto devota ao brasileiro Ayrton Senna. E ainda a efeméride de dez anos de seu primeiro título, em 2008, alcançado exatamente em Interlagos em uma das corridas mais sensacionais da história da Fórmula 1. Ninguém se esquece que, durante 700 metros, até a reta de chegada, Felipe Massa foi campeão mundial.

Estes elementos fazem da 47ª edição do GP Brasil de F1 (10 corridas foram disputadas em Jacarepaguá, na década de 80) uma corrida muito atraente. Para Sebastian Vettel, que sofreu com alguns erros na segunda metade do mundial, perdendo a chance de lutar pelo pentacampeonato, seria a chance de reiniciar o longo trabalho de recuperação, fortalecendo-se para o Mundial de 2019 quando terá um novo companheiro de equipe, Charles Leclerc (que, por sua vez, correrá pela primeira vez em Interlagos) e mais cobranças para colocar a Ferrari na frente.

Esta será a última oportunidade de vermos o grande Fernando Alonso correndo de F1 em Interlagos e também a chance derradeira de aplaudir Kimi Raikkönen (campeão mundial em 2007, conquistando o título em Interlagos) pela Ferrari. No ano que vem, o finlandês entrará na reta final de sua carreira, defendendo uma renovada equipe Alfa Romeo/Sauber.

Sem um piloto brasileiro para torcer, em quem cairá a preferência do público? Arrisco entre Lewis Hamilton e Max Verstappen. Mas reconheço que os ferraristas poderão fazer a diferença. Aplausos não faltaram.

 

 

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.