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GP Brasil F1 2018: emoções e 150 mil pessoas em Interlagos.

GP Brasil F1 2018: emoções e 150 mil pessoas em Interlagos.
Duda Bairros/ GP Brasil de F1

Por Castilho de Andrade

O GP Brasil de F1 foi uma das grandes corridas da temporada. Acidentes e ultrapassagens empolgantes e o melhor público no autódromo desde 2010. A festa da penúltima corrida da temporada marcou a conquista antecipada do título dos construtores pela Mercedes e teve ainda Anitta no Hino Nacional e bateria e passistas da Acadêmicos do Tatuapé, escola de samba bicampeã de São Paulo. Lewis Hamilton venceu mais uma e continua dominando o cenário da Fórmula 1.

O cenógrafo Abel Gomes, do Rio de Janeiro, foi o responsável pela execução da cerimônia do Hino Nacional onde Anitta cantou acompanhada de oito músicos e vocalistas da Orquestra de Heliópolis, com arranjo do maestro Ruriá Duprat. Abel também ‘assinou’ a participação da bateria e passistas da Acadêmicos, com os toques precisos e curtos na apresentação dos pilotos no pódio e, depois, do samba rasgado na hora da comemoração.

Max Verstappen, eleito o ‘Driver of the Day’, foi responsável por uma grande parte das emoções na pista, principalmente quando, sem vacilar, acelerou o carro pela direita de Lewis Hamilton, no S do Senna, e ganhou a ponta. Nessa altura, ele já tinha dominado Valtteri Bottas e as Ferrari, com um show de ultrapassagens. Só não venceu a corrida porque rodou depois de uma manobra irresponsável de Esteban Ocon que fez com que ele rodasse e afetasse o desempenho do carro. Verstappen voltou à pista e ficou em segundo. Se o carro não estive danificado provavelmente ele voltaria a ultrapassar Hamilton.

Daniel Ricciardo também fez boas ultrapassagens assim como Kimi Raikkönen embora a Ferrari não estivesse em um grande dia.

O público vibrou muito durante a prova. Verstappen foi muito aplaudido quando ultrapassou Hamilton. Mas Hamilton também foi ovacionado quando cruzou a linha na frente. E, depois, no pit lane, acenou para a torcida. As 150.307 pessoas têm um significado importante. O público do GP Brasil 2018 enterrou a suspeita de que ele poderia cair pela falta de um piloto brasileiro no grid. E afastou o temor de que o fato de o campeonato de pilotos já estar decidido também pudesse influir no interesse pela corrida. Nada disso ocorreu e quem veio a Interlagos viu uma excelente corrida. E brasileiros? É uma questão de tempo. As jovens promessas Sérgio Sette Câmara e Pietro Fittipaldi pontificaram nos boxes de Interlagos depois de confirmadas as assinaturas, respectivamente com McLaren e Haas, como pilotos de testes. Os dois possivelmente poderão estar no primeiro treino livre de sexta-feira do GP Brasil de F1 2019, dia 15 de novembro.

 

 

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.