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2018: temporada positiva para a Fórmula 1

2018: temporada positiva para a Fórmula 1
©️ Mercedes AMG F1 Team

Por Castilho de Andrade

Esta é a última coluna do ano. E não temos do que reclamar. O Mundial de Fórmula 1 – com as vitórias merecidas de Lewis Hamilton e da Mercedes – foi excelente, com belas corridas – fico com os GPs do Brasil, Azerbaijão, EUA e Inglaterra como as melhores – e ainda com atuações marcantes de Max Verstappen e Charles Leclerc. E a abstinência, portanto, começou e seguirá até 17 de março quando começa o campeonato 2019 em Melbourne.

Há outros fatos importantes que compõem o quadro otimista de 2018. A troca de cadeiras anunciada na segunda metade da temporada aponta para um ano empolgante no ano que vem, principalmente as presenças de Daniel Ricciardo na Renault (a maior surpresa) e Charles Leclerc ocupando o lugar de Kimi Räikkönen na Ferrari. E ainda – porque não – a volta de Robert Kubica, defendendo a combalida equipe Williams.

A média de idade da F1 em 2019 será uma das mais baixas da história. Ousadia e arrojo não faltarão. O ‘gap’ de 20 anos entre Kimi Räikkönen (39 anos) e Lance Stroll (19 anos) impressiona.

Destaco também as contratações de Sergio Sette Câmara e Pietro Fittipaldi como pilotos de testes respectivamente pela McLaren (que contará com a participação efetiva da Petrobras no desenvolvimento de combustíveis e lubrificantes) e Haas. Os dois participarão de testes, poderão fazer um ou outro treino livre nas sextas e, imagino, com presença assegurada no dia 15 de novembro, em Interlagos, o primeiro dia de treinos para o GP Brasil 2019. A corrida será no dia 17, outra vez como a penúltima etapa do ano. O feriado prolongado – 15 a 17 de novembro – poderá facilitar a vinda de um grande público de outras cidades e outros estados para a corrida

O GP Brasil 2018 quebrou dois tabus. A de que, sem pilotos brasileiros, poderia perder público (foi o melhor desde 2010). O segundo refere-se ao fato de a corrida ser disputada com o título (de pilotos) já decidido que também poderia prejudicar o interesse. Não foi o que se viu. E a corrida foi emocionante.

Nas categorias de acesso, todos os elogios para as vitórias de Caio Collet e Enzo Fittipaldi. O primeiro na Fórmula 4 francesa e o segundo na Fórmula 4 italiana, categorias muito disputadas e que abrem ótimas perspectivas para o futuro. Na F3 europeia, a conquista de Mick Schumacher, levantando o título, também garante um interesse maior para a F2 em 2019 – Sérgio Sette Câmara será um de seus adversários – o último degrau antes da Fórmula 1. Já se fala que Mick poderá assinar contrato com a Ferrari no começo do ano que vem.

Participei, este ano, da transmissão de um bom número de provas pela BandNews FM sob o comando de Odinei Edson, dividindo comentários e análises com Alessandra Alves e Ico Ramos a partir das informações da repórter – sempre atenta e precisa – Julianne Cerasoli. A experiência foi ótima, pois me obrigou a assistir à corrida com olhos mais críticos. E também gostei da reação dos ouvintes com a transmissão ao vivo pelos autofalantes de Interlagos, no GP Brasil. E a divulgação dos textos no blog da Gazeta Esportiva permitiu conhecer e trocar ideias com centenas de leitores e entusiastas da maior categoria de automobilismo do planeta. Agradeço, então, a atenção e o carinho de todos.

Até o ano que vem e felizes festas para todos.

 

 

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.